Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre BABY FOOD, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com participação de alunos da disciplina “Química Bromatológica” e com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

Recomenda-se que as postagens sejam lidas junto com os comentários a elas anexados, pois algumas são produzidas por estudantes em circunstâncias de treinamento e capacitação para atuação em Assuntos Regulatórios, enquanto outras envolvem poderosas influências de marketing, com alegações raramente comprovadas pela Ciencia. Esses equívocos, imprecisões e desvios ficam evidenciados nos comentários em anexo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Leite Radioativo

Césio é encontrado em leite em pó fabricado no Japão
Meiji disse estar recolhendo 400 mil latas da fórmula, vendido só no Japão.
Ações da empresa tiveram queda de 10%, indice mais baixo desde 2009.




A Meiji disse não ter certeza da quantidade exata de césio no leite em pó, mas suspeita que as substâncias radioativas emitidas pelo acidente de Fukushima possam ter sido a fonte. O porta-voz da empresa disse à Reuters que o ar quente usado no processo de desidratação do leite pode ter contido césio.

Testes realizados pela Meiji indicaram que até 30,8 becquerels de césio foram encontrados por quilo de leite em pó. Isso está abaixo do limite permitido pelo governo, mas de qualquer forma a empresa realizará um recolhimento voluntário do produto.

O limite estipulado pelo Ministério de Saúde do Japão é de 200 becquerels por quilo de leite em pó, segundo um porta-voz do departamento de segurança alimentar do ministério.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CÓDIGO INTERNACIONAL WHO - UNICEF

MARKETING DE "SUBSTITUTOS DO LEITE MATERNO"


sábado, 6 de junho de 2009

Normas de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância

- Lei nº 11.265 de 3 de Janeiro de 2006 - Regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a de produtos de puericultura correlatos.
Versão completa aqui.

- Lei nº 11.474 de 15 de maio de 2007 - Art. 3° altera a Lei nº 11.265, de 3 de janeiro de 2006.
Versão completa aqui.

- Norma vigente no Brasil - NBCALCPI
Legislação brasileira sobre práticas de comércio e propaganda de alimentos infantis (incluindo rotulagem, propaganda, amostras grátis, relações com pediatras etc.). Conheça também a cartilha do Grupo Origem sobre esta norma.

- Norma recomendada internacionalmente - WHO/Unicef
Regulamentação originalmente recomendada aos países membros.
Disponibilizamos a versão original em inglês em pdf ou html, a versão em espanhol extraída do site IBFAN e a tradução extraída do site da Nestlé.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Infant-fórmula: Conceito e Legislação


Trechos selecionados do capítulo 20 do livro "Amamentação - bases científicas para a prática profissional" - Ed. Guanabara Koogan.


CAPÍTULO 20

Identidade e Qualidade de Alimentos Infantis
segundo a Legislação

Autores:


Luiz Eduardo R. de Carvalho,
Marcia Dias

O mercado oferece e promove um vasto e diversificado elenco de produtos para alimentação de bebês. Esse fenômeno vem sendo observado a partir de diferentes ângulos, através de diversos filtros, sob vários critérios, por muitos objetivos, interesses e paixões. Tais produtos são vistos, concomitantemente, pelo olhar da mãe-consumidora, do pediatra, do nutricionista, do marqueteiro industrial, do supermercadista, do farmacêutico, do tecnologista que desenvolve novos produtos, do publicitário, do jornalista, do militante pro-aleitamento e do inspetor sanitário, dentre outros.

O objetivo deste capítulo é apresentar e discutir o olhar oficial dos órgãos regulatórios, que normatizam e controlam a liberação do fabrico e consumo desses produtos, com atenção especial para os aspectos relacionados com a rotulagem, que media a informação técnico-científica e o conhecimento das mães. Ao compilar, articular e discutir as normas estabelecidas no Brasil, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), pela ANVISA e, em nível internacional, peloCodex Alimentarius Commission, pretende-se contribuir para um melhor ordenamento dos conhecimentos usados por todos os demais olhares.

Parte-se do pressuposto que, pelo viés da tecnologia alimentar, identificando os conceitos e demarcando as categorias dessa pletora de alimentos, logra-se desvelar as substâncias concretas, muitas vezes ocultas por névoas de símbolos e indefinições teóricas. E´ a partir de um objeto bem observado e razoavelmente descrito, que se alcança entendimentos mais complexos e profundos. Assim, este é um convite para observarmos como as normas brasileiras e internacionais conceituam, definem, identificam, descrevem e regulam os "alimentos infantis".

(...)
Alguns agregam maltodextrina, ainda que mantendo lactose como carboidrato principal. Isso sinaliza a busca de maior densidade energética, já que a maltodextrina é um fragmento do amido, que consegue se diluir com pouca água, propiciando alta densidade ao produto final. Nesse caso, o produto seria um típico "dois em um", ou seja, um substituto do leite materno acompanhado de um complemento nutricional. Isso pode até ser nutricional e tecnologicamente maravilhoso, mas é algo que possa ser entendido e aceito como "imitação ou substituto do leite materno".

(...)
Parece contraditório que produtos que se voltam para mimetizar o leite materno, sejam tão diversos em seus conteúdos protéicos e de carboidratos. Diversos outros incluem, como ingredientes, a sacarose, que é o açúcar branco da cana, ou mesmo amido, o que barateia o custo industrial da formulação, ao mesmo tempo que facilita a aceitabilidade por parte dos bebês, induzindo-os para a preferência pelo sabor "doce", quando a lactose, o açúcar natural da alimentação infantil, é exatamente

(...)
O objetivo deste Capítulo não é construir e oferecer uma alternativa pronta para substituição desses conceitos e definições e, portanto, uma vez apresentado o objeto em estudo, sua análise mais aprofundada deverá ocorrer noutro espaço e oportunidade. Importante era ponderar que, não apenas por imprecisões e contradições em si, mas principalmente pelos obstáculos que estabelece para o delineamento de padrões bromatológicos de identidade e qualidade, a serem obedecidos na formulação e industrialização dos alimentos, e que fielmente se curvem aos princípios da Norma Internacional da OMS, essas definições precisam ser revistas e simplificadas.

(...)
E elaboração sucessiva de normas e mais normas, modificando infinitamente as denominações e indefinições, expressa, sem dúvida, alguma deficiência ou limitação nos procedimentos regulatórios, Mas parece também retratar uma batalha sem tréguas, onde se procura, sucessivamente, fazer ajustes nas normas, para combater novas violações do espírito da norma outra vez revisada. O cenário parece sinalizar que novas tendências estão sendo desenhadas e as normas escritas, em face da complexidade do tema, talvez sempre serão insuficientes, enquanto não houver um padrão ético adotado por iniciativa dos fabricantes. Enquanto essa utopia não se realiza, talvez seja mais realista evitar normas com muitas definições e detalhamentos, fortalecendo os pontos básicos da norma-mãe, da Norma Internacional da OMS/UNICEF: que nenhum alimento, seja ou não apropriado para alimentação de bebês, tenha rotulagem, propaganda ou ações mercadológicas que possam desestimular o aleitamento.Leia mais...

domingo, 13 de julho de 2008

Será que as fórmulas infantis NAN e NESTOGENO substituem o leite materno? Qual a diferença entre eles?

O leite materno é fundamental para a saúde dos bebês nos seis primeiros meses de vida, pois além de fornecer nutrientes adequados para o seu desenvolvimento, fornece também anticorpos e glóbulos brancos que servirão para proteger o lactente de doenças e infecções. As fórmulas infantis não fornecem esse tipo de proteção, o que já é a primeira grande diferença.

A segunda diferença é que as fórmulas infantis não conseguem mimetizar as fases do leite humano, que é dividido em colostro (primeiro leite secretado, rico em anticorpos) e leite maduro: leite do começo (rico em proteínas, lactose, vitaminas e minerais) e leite do fim (mais rico em gordura e portanto em energia).

Além disso, a composição apresenta diferenças consideráveis:
- Quanto ao carboidrato, o principal presente no leite materno é a lactose. Já nas fórmulas infantis há presença de maltodextrina (fragmento de amido). No NAN o principal carboidrato é a lactose, mas também contém maltodextrina, no NESTOGENO o principal é a maltodextrina. A presença da maltodextrina contribui para aumentar a viscosidade do produto final, aumentando a sensação de saciedade do lactente, além disso confere um sabor mais doce ao alimento, o que contribui para uma maior ou menor aceitação do bebê ao produto.

- Ocorrência semelhante pode ser observada no que se refere ao teor de proteínas, onde no leite humano há predominância de lactoalbumina e lactoglobulina, enquanto que no leite de vaca (presente nas fórmulas infantis) há maior quantidade de caseína. A caseína forma uma coagulação mais pesada do leite do que as proteínas do leite materno, o que contribui para uma pior digestibilidade dessas fórmulas infantis. Além disso, as lactoalbuminas são essenciais para a proteção do recém-nascido.

- Já em relação às vitaminas, estas estão presentes em quantidades superiores nas fórmulas infantis em relação ao leite humano. Isso ocorre porque o aquecimento, a exposição à luz e ao ar inativam e destroem a maioria delas, alterando a sua biodisponibilidade.

- Nota-se também que há alguns minerais/eletrólitos estão ausentes ou em quantidades inferiores no leite humano em relação às fórmulas infantis. Será que estes são essenciais na alimentação do lactente?
Laura de Carvalho e Silva e Maria Beatriz Rangel Ramos