Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre BABY FOOD, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com participação de alunos da disciplina “Química Bromatológica” e com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

Recomenda-se que as postagens sejam lidas junto com os comentários a elas anexados, pois algumas são produzidas por estudantes em circunstâncias de treinamento e capacitação para atuação em Assuntos Regulatórios, enquanto outras envolvem poderosas influências de marketing, com alegações raramente comprovadas pela Ciencia. Esses equívocos, imprecisões e desvios ficam evidenciados nos comentários em anexo.

domingo, 13 de julho de 2008

Será que as fórmulas infantis NAN e NESTOGENO substituem o leite materno? Qual a diferença entre eles?

O leite materno é fundamental para a saúde dos bebês nos seis primeiros meses de vida, pois além de fornecer nutrientes adequados para o seu desenvolvimento, fornece também anticorpos e glóbulos brancos que servirão para proteger o lactente de doenças e infecções. As fórmulas infantis não fornecem esse tipo de proteção, o que já é a primeira grande diferença.

A segunda diferença é que as fórmulas infantis não conseguem mimetizar as fases do leite humano, que é dividido em colostro (primeiro leite secretado, rico em anticorpos) e leite maduro: leite do começo (rico em proteínas, lactose, vitaminas e minerais) e leite do fim (mais rico em gordura e portanto em energia).

Além disso, a composição apresenta diferenças consideráveis:
- Quanto ao carboidrato, o principal presente no leite materno é a lactose. Já nas fórmulas infantis há presença de maltodextrina (fragmento de amido). No NAN o principal carboidrato é a lactose, mas também contém maltodextrina, no NESTOGENO o principal é a maltodextrina. A presença da maltodextrina contribui para aumentar a viscosidade do produto final, aumentando a sensação de saciedade do lactente, além disso confere um sabor mais doce ao alimento, o que contribui para uma maior ou menor aceitação do bebê ao produto.

- Ocorrência semelhante pode ser observada no que se refere ao teor de proteínas, onde no leite humano há predominância de lactoalbumina e lactoglobulina, enquanto que no leite de vaca (presente nas fórmulas infantis) há maior quantidade de caseína. A caseína forma uma coagulação mais pesada do leite do que as proteínas do leite materno, o que contribui para uma pior digestibilidade dessas fórmulas infantis. Além disso, as lactoalbuminas são essenciais para a proteção do recém-nascido.

- Já em relação às vitaminas, estas estão presentes em quantidades superiores nas fórmulas infantis em relação ao leite humano. Isso ocorre porque o aquecimento, a exposição à luz e ao ar inativam e destroem a maioria delas, alterando a sua biodisponibilidade.

- Nota-se também que há alguns minerais/eletrólitos estão ausentes ou em quantidades inferiores no leite humano em relação às fórmulas infantis. Será que estes são essenciais na alimentação do lactente?
Laura de Carvalho e Silva e Maria Beatriz Rangel Ramos

35 comentários:

Emiliane disse...

O trabalho de vocês aborda um tema muito importante pois muitas mães possuem receio de que a amamentação possa afetar seu corpo de uma forma negativa e então recorrem à essas formulações pensando que elas realmente possuem as mesmas propriedades do leite materno e acabam prejudicando a saúde de seus filhos sem saber.
Então é sempre muito bom enfatizar para as mães que esse produto não pode substituir o leite materno.

Laura_dcs disse...

Em relação aos minerais/eletrólitos ausentes no leite materno e presentes ou aumentados nas fórmulas infantis, embora dentro do que permite a legislação, associados ao alto teor de proteínas, pode provocar uma sobrecarga renal que pode levar à retenção de sódio e ao aumento da sensação de sede. Esta pode ser interpretada como fome e mais leite é oferecido ao lactente, o que acaba aumentando o consumo e a venda dessas fórmulas.

Laura de Carvalho e Silva

mbeatriz disse...

Como o soro do leite de vaca presente em algumas fórmulas infantis contém alto teor de minerais, este deve ser previamente desmineralizado enquanto que outros minerais, presentes no leite humano, devem ser adicionados na formulação. Isso ocorre na formulação do NAN, mas não ocorre na formulação do NESTOGENO, por quê?

Maria Beatriz Rangel Ramos

Cristine disse...

De fato essas fórmulas não substituem o leite materno, o que muitas mães não sabem. Algumas, mesmo em condições fisiológicas normais, interrompem essa fase importante no desenvolvimento do bebê por questões de estética, talvez. Porém é importante enfatizar que essas fórmulas (ou apenas a primeira fórmula) são de extrema importância nos casos em que a mãe, por questões fisiológicas desfavoráveis, como a produção insuficiente de leite, não se apresenta em condições de amamentar. Logo, essas fórmulas tem sim um papel importante, cabendo à mãe saber utilizá-las no momento adequado.

Marta Maior disse...

Durante a apresentação do trabalho, vocês comentaram que alguns componentes dessas fórmulas infantis levam à criança a estar sempre com sede.
Durante a pesquisa do trabalho, vi que o Gatorade contém um teor de sódio considerável propositadamente para que o atleta esteja sempre com a sensação de sede e isso o leve a beber água. Nesse caso, a água "adicional" é fundamental pois o Gatorade sozinho não consegue repôr toda a água perdida.

Lucas & Luisa disse...

É lógico que esses alimentos podem ajudar em uma situação onde a mãe não produza leite o suficiente e isso exerce um papel importante. No entanto, estava ansiosa para ver este trabalho devido a um artigo que eu li que a cantora/atriz Jennifer Lopez não iria amamentar seus filhos por não achar importante (embora tivesse leite) e medo de seus seios piorarem esteticamente após o aleitamento. Porém, o grande diferencial do leite materno é que pussui anticorpos que ajudarão no sistema imunológico da criança, diminuindo, assim, a incid~encia de doenças. isso que é o mais importante, além, é obvio dos percentuais de lipídio, proteínas e carboidratos. Até porquê neo nato não possui seu sistema digestivo completamente maturado e, portanto, não metabolizaria diversos alimentos propriamente.

Lucas & Luisa disse...

Um outro tópico que gostaria de colocar é que para mães que não possuem leite suficiente para seus filhos, o rio de janeiro junto com a fiocruz tem um projeto pioneiro no mundo pela sua simplicidade e sucesso : o banco de leite materno. Este banco fornece leite materno de mães-doadoras, recolhido pelos bombeiros, conservado e distribuido para as mães que não o produzem eficientemente. Este projeto pouco divulgado atinge diversas mães eficientemente e é ainda, diferentemente destes compostos nutricionais, acessíveis a mães de todas as classes sociais além de ter vantagens por ser um leite materno.

Lucas & Luisa disse...

Um outro tópico que gostaria de colocar é que para mães que não possuem leite suficiente para seus filhos, o rio de janeiro junto com a fiocruz tem um projeto pioneiro no mundo pela sua simplicidade e sucesso : o banco de leite materno. Este banco fornece leite materno de mães-doadoras, recolhido pelos bombeiros, conservado e distribuido para as mães que não o produzem eficientemente. Este projeto pouco divulgado atinge diversas mães eficientemente e é ainda, diferentemente destes compostos nutricionais, acessíveis a mães de todas as classes sociais além de ter vantagens por ser um leite materno.

Claudia Baptista disse...

Eu sei que muitas mães, por algum motivo, não pode amamentar, ou não produzem leite... mas sabemos que outras não o fazem porque não querem, ou porque tem medo que os seios mudem estéticamente com a amamentação.

É uma pena, já que sabemos o valor do leite materno não só nos teores diferenciados e da composição láctea, mas também pela transferência de anticorpos, da menor quantidade de bactérias e do contato mãe-filho que é tão importante, essencial á criança, que teve aquele corpo como casa por 9 meses.

Os dados presentes nesse post são fundamentais para que qualquer mãe compreenda o quanto é fundamental a amamentação. Parabéns pelo ótimo trabalho, rico e bem completo.

Transgênicos disse...

Achei interessante o trabalho, pois ele tem um papel importantíssimo no alerta às mães do quanto é importante amamentar o seu filho... e principalmente pelas informações adicionadas Luisa, elas são muito importantes e podem ajudar diversas mães que por algum problema não podem amamentar. Cecília

Anônimo disse...

Achei interessantíssimo o trabalho, mas não fala por exemplo da sacarose contida no NAN e no Nestogeno, gostaria de mais informações sobre isso.
Obrigada.

Anônimo disse...

è claro que nada substitui o leite materno. Tive um bebe prematuro e elel nao tem forças suficientes de sucção para sugar o leite. com isso estou alternando as mamadeiras de Nan e leite materno. mas observei que meu leite não esta aumnetando, parece até estar diminuindo. A alternativa que tenho é de alimenta-lo com o Nan e saber informações sobre este produto é de extrema importancia.

Guilherme Trezub disse...

Acho muito interessante todos esses comentário, estudo ,etc. Só gostaria de deixar claro que algumas mães NÂO PODEM AMAMENTAR. O caso da minha esposa que recebeu diagnóstico de câncer de mama durante a gestação e devido as quimios ficou impossibilitada de amamentar. E em todo site que procuramos auxílio, encontramos informações para amamentar no peito. Com isso peço que saibam ver todos os lados e opinem pensando em todos. Pois as muitas mães que não podem amamentar, já estão passando por um momento difícil, e lendo os comentário inadequados acaba piorando ainda mais.

Tikas disse...

concordo com o comentário acima.
vocês poderiam orientar de forma clara também as mães que não podem amamentar, e alguns comentário acabam deixando a gente mais desesperada ainda!
eu tentei amamentar minha primeira filha e não consegui, no terceiro mes ela já estava quase morrendo de fome e desidratada, só descobrimos quando o medico deu um basta nas tentativas de amamentar com o leite materno e indicou o NAN1.
agora minha segunda filha está com 28 dias e por todos eles tentei amamentar desesperadamente e não consegui. a pega estava certa, ela sugava até minha alma, mas não tenho leite suficiente.
o que mais me deixa aflita é sobre os anticorpos, serão sequelas graves ou tem alguma forma de reverter essa insuficiencia das formulas?
gostaria de receber um esclarecimento melhor sobre isto, por favor.

Anônimo disse...

mais se o leite materno nao sustentar a criança tem q recorrer ao nam..gostaria de saber a vantagem do nam

Anônimo disse...

minha filha esta com 16 dias estou dando om peito e o leite nam.pq meu leite nao ta sustentando ela...

Alline silva disse...

Olá!
Sou mãe de um bebê de dois meses.
Tive a agonia de não conseguir dar o leite nos primeiros dias,mas depois com muita insistência deu certo! Só alimento com leite materno.
Porém, haverá dias que não vou conseguir só amamentar , terei que usar fórmula porque meu leite só dá para o consumo diário, não consigo fazer banco de leite,já que meu filho não dorme de dia e acaba tendo que amamentar mais vezes.
Não quero usar fórmula em excesso, apenas ocasionalmente. Qual leite de fórmula é melhor?

Alline silva disse...

Muitas vezes também o emocional da mãe atrapalha, porque ela perde a paciência,já que está cansada todo o período pós parto.

Anônimo disse...

O leite materno é insubstituível. Porém, algumas mulheres não podem ou nao devem amamentar. Tenho HTLV e por isso fui orientada a não amamentar meu filho, já que i leite materno pode transmitir o virus. Sofri muito e sofro ainda hoje, sobretudo ao ler certos comentários. Acho bacana o ativismo feminino em prol da amamentação, contudo, acho que todo discurso é vazio se não se propõe a ajudar o próximo. Muitas mães arrogam aos quatro ventos que amamenta, criticam ferozmente as "preguiçosas" e "alienadas", e pra mim fica claro o egocentrismo na fala de muitas mamíferas. Mas e aí? O que podem fazer pelas mães que a vida impossibilitou de exercer um ato de amor tai sublime como é amamentar? Mobilizemo-nos todas! Menos ego, e mais leite materno!

Beatriz Militão Olinda disse...

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Beatriz Militão Olinda disse...

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Beatriz Militão Olinda disse...

Muito bom Comentário. Mas não podemos ser extremistas. Uma alternativa p quem tem pouco leite como eu é dar o complemento usando uma seringa acoplada a uma sonda. Daí Qdo o bebê pega o peito vc introduz a sonda. Então ele mama o complemento e estimula ao mesmo tempo a sua produção de leite através da sucção dele. E evita ele preferir a mamadeira aí peito. É trabalhoso mas é uma boa alternativa.

Beatriz Militão Olinda disse...

Na minha primeira filha iniciei logo o complemento na primeira semana e com três meses ela não queria mais o peito. Agora no meu segundo estou tentando tirar o meu leite nos encontrar ntervalos e fazer a translactacao. Ele está com dois meses e meio e essa semana vou introduzir o nan com sonda p ver se ele não rejeita o peito até os seis meses.

Beatriz Militão Olinda disse...

Muito bom Comentário. Mas não podemos ser extremistas. Uma alternativa p quem tem pouco leite como eu é dar o complemento usando uma seringa acoplada a uma sonda. Daí Qdo o bebê pega o peito vc introduz a sonda. Então ele mama o complemento e estimula ao mesmo tempo a sua produção de leite através da sucção dele. E evita ele preferir a mamadeira aí peito. É trabalhoso mas é uma boa alternativa.

Anônimo disse...

Quem ñ tem mesmo como amamenta, o Nan ou o Nentogenio podem ser usados com algum tipo de massa? E os dois fazem o mesmo efeito. ?

Thays disse...

Não existe uma fórmula infantil ideal. Quando for necessário que o bebê seja alimentado por fórmula, o médico deve avaliar uma série de fatores, como o estado de saúde da criança, a idade e as necessidades alimentares, assim como o custo. Basicamente, há quatro tipos de fórmula: à base de leite, à base de soja, sem lactose e hipoalergênica.

O leite integral não deve ser utilizado por bebês, sendo indicado para crianças acima de 1 ano, pois contém proteínas complexas que tendem a agredir a mucosa intestinal do bebê, podendo provocar enterite alérgica. O leite integral também dificulta a absorção de ferro em bebês.

Anônimo disse...

No leite materno o equilíbrio entre Cálcio e minerais garante a utilização adequada e biodisponibilidade de Cálcio para o bebê e uma proporção 80/20 de lactoalbumina (principal proteína do leite materno)/caseína. Essa proporção forma coágulo gástrico mais leve e de melhor digestão levando a um rápido esvaziamento gástrico. Como ressaltado em ambos NAN 1 e NESTOGENO a fonte proteica é o leite de vaca que possui três vezes mais proteínas que o leite materno e uma proporção 80/20 de caseína/lactoalbimina que forma um coágulo gástrico mais pesado devido a maior presença de caseína aumentando o tempo de esvaziamento gástrico. Além disso, a maior quantidade de proteína pode levar a uma sobrecarga renal (se ingerido em muita quantidade) causando sede e uma maior excreção de cálcio da urina. Também foi apontado que ambas as fórmulas apresentam maior quantidade de minerais que o leite materno, não seria essa uma estratégia para garantir garantir a biodisponibilidade e utilização adequada de Cálcio,por exemplo? Uma vez que o excesso de proteína do leite bovino pode aumentar a excreção do mesmo?

Carla

Anônimo disse...

É de extrema importância o questionamento levantado sobre os produtos "infantis fórmulas", pois o que vem sendo observado é um aumento da concorrência entre os fabricantes desses produtos. Utilizando como estratégia o enriquecimento da fórmula com ferro, zinco, nucleotídeos, cálcio, fósforo, probióticos, prebióticos, simbióticos e bifidogênicos. E com isso, pode-se inferir uma estratégia de marketing e publicidade querendo instituir a imagem de um alimentos ideal diferenciado e superior ao leite materno. Sabe - se que existem diversas causas que levam as mães a escolha de não amamentar, mas a sedução pelo produto industrializado não pode ser uma delas. Logo é preciso que haja mais propagandas de incentivo a amamentação, pois, por mais perfeito que seja o "infanti fórmula", este nunca substituirá a ligação que o ato da amamentação promeve entre a mãe a criança.

Anônimo disse...

Atualmente a comercialização dos produtos "infantis fórmulas" dos diferentes fabricantes utiliza rotulagens para impressionar o consumidor, pois os rótulos contém palavras, anúncios, tabelas, quadros, imagens, símbolos e logomarcas ocupando quase todo o espaço disponível. Enquanto as informações realmente importantes, quando são anunciadas estão em espaço diminuto, com cores e formatos não destacados. Essa situação necessita de novas medidas em vigilância sanitária, pois a regulação vigente segundo Codex Alimetarius ou pela ANVISA já não está dando conta dessa situação das rotulagens e propaganda.

fael disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fael disse...

Uma crítica a se fazer em relação aos rótulos desses produtos é a presença de frases como "Enriquecido com...", "Adição de...", "Suplementação feita com..." sendo que muitas das vezes nos processos de obtenção dos compostos NECESSÁRIOS para a formulação, ocorrem perdas e faz-se obrigatória a reposição dos mesmos, até porque o objetivo é mimetizar tudo que contém no leite materno. Logo, se durante o processo de fabricação algum componente for retirado e posteriormente reposto, não pode-se dizer que é um enriquecimento, ou que é uma adição, pois só está sendo recolocado algo que foi perdido. Trata-se nesse caso de uma propaganda enganosa para conquistar clientes para seu produto.

Raphael.

fael disse...

As infant fórmulas tem como objetivo mimetizar o leite materno, porém a maior dificuldade é em trazer todos os componentes presentes. Uma vez que os compostos originais são, em sua maioria, substituídos por outros compostos que visam melhorar a palatabilidade do produto final ou promover "benefícios para o conforto do bebê", fica nítido uma jogada estratégica do mercado para arrecadar mais lucros. Essas substituições são feitas sem embasamento científico de seus benefícios, como por exemplo a adição de glicose que melhora a aceitação por se tratar de um carboidrato mais doce que a lactose, entretanto não é tão bem absorvido no trato gastro intestinal dos bebês. Essa jogada de mercado acaba entrando noutra discussão que é a industrialização dos alimentos na atualidade com grande teor de açúcares. Habituar um ser humano a se alimentar com uma dieta mais rica em carboidratos palatáveis na sua primeira infância acaba por programar uma criança que futuramente irá preferir consumir produtos mais açucarados (justamente os alimentos superindustrializados que existem hoje).

Raphael.

Isabela disse...

Fica evidente tanto nas propagandas de publicidade quanto nos rótulos, que as infanti fórmulas tentam superar o leite materno, mostrando enriquecimento seja por vitaminas, nucleotídeos, probióticos,cálcio,ferro e uma série de componentes que ao compararmos com o leite materno, estão em menor proporção ou se quer são presentes.

As infant fórmulas tem o papel de serem similares ao leite materno, infelizmente não existe uma fórmula ideal no mercado, que aproxime os lactantes da real composição do leite materno,as indústrias não encontraram componentes semelhantes e atrativos(que melhorem aceitabilidade ou adesão),desta forma a procura pela infant fórmula se torna mais difícil, quando abrimos os olhos para o que estamos levando para casa.

Rebeca Rapozo disse...

O debate envolvendo o tema Leite materno e Infant Fórmulas vem ganhando espaço cada vez maior em nossa sociedade. Em breve pesquisa realizada em bases de dados tais como PubMed, Scopus, assim como sites de jornalismo como Dailymail, percebemos que há cientistas que questionam a veracidade da afirmação referente à defesa do leite materno como um alimento melhor do que o leite industrializado. Sim, é perceptível que o leite materno apresenta componente como anticorpos, que não são encontrados no leite industrializado, por outro lado, bebês de mães que não são capazes de alimentar seus filhos, apresentam perfil de saúde muitas vezes similar aos bebês que se alimentam com NAN, por exemplo. O questionamento que devemos levantar é se de fato a transferência desses anticorpos é tão relevante para o desenvolvimento do bebê, considerando que, eventualmente o próprio organismo desenvolverá, a partir de contato inicial com o epítopo, anticorpos específicos.
Certamente, a partir deste pensamento, se confirmado efetivamente a equivalência das InfantiFórmulas ao leite materno, haveria uma implicação além de uma pequena discussão entre grupos, podendo resultar em uma discussão de proporção governamental, pois algumas mães poderiam pleitear, por exemplo, juntamente ao governo, o fornecimento deste leite no lugar do leite materno, adotando a justificativa de que seu leite não é o suficiente para seu bebê, trazendo maior custo à saúde pública. Pode parecer uma concepção um tanto exagerada, porém não podemos esquecer que, certas informações levadas ao grande público sem cuidado, podem trazer resultados inesperados para toda a sociedade. Dessa forma, se faz necessário um cuidado quanto à publicação, se a favor ou não, deste tipo de informação.

Paula disse...

Fica claro que o leite materno é superior ao leite industrializado quando comparamos seu uso em um lactente saudável. Porém cada ser humano nasce com uma particularidade que vai dar origem as nossas diferenças e essas particularidades podem ser observadas ao longo da vida ou mesmo ao nascer. E as fórmulas criadas são adaptadas aos diferentes tipos de particularidades que possam ter. É evidente que não existe uma fórmula ideal que mimetize 100% o leite humano, mas há aquelas que supram as necessidades dos neonatos quando impossibilitados de receber amamentação diretamente da mãe.
E vale ressaltar que é seu uso deve ser com indicação expressa de um médico ou nutricionista.